Unipar divulga receita líquida consolidada de R$ 1,366 bilhão e lucro líquido de R$ 190,8 milhões no terceiro trimestre de 2023

Ainda pressionada pelo ciclo de baixa da indústria química, companhia registrou EBITDA de R$ 282,5 milhões no período

A Unipar, líder na produção de cloro e soda e segunda maior produtora de PVC na América do Sul, registrou receita líquida consolidada de R$ 1,366 bilhão no terceiro trimestre de 2023, resultado 3,5% superior ao período imediatamente anterior. Os números refletem o maior volume de vendas de PVC, parcialmente afetado pela queda do preço internacional da soda cáustica. O lucro líquido consolidado atingiu R$ 190,8 milhões no trimestre, 2,4% acima do registrado no segundo trimestre, beneficiado em parte por créditos de imposto de renda, no valor de R$ 79,5 milhões. Já o EBITDA consolidado foi de R$ 282,5 milhões no 3T23, uma redução de 23,7% em relação ao 2T23, decorrente dos resultados operacionais no período, impactados pela atual conjuntura do setor químico, com spreads reduzidos, elevados custos de matérias-primas energéticas e forte concorrência das importações. Nesse contexto, a desaceleração em setores importantes como construção civil, papel e celulose, aço e mineração, por exemplo, reduzem a demanda e pressionam para baixo os preços das commodities petroquímicas. 

“Em que pese o cenário desafiador enfrentado por todo o setor químico, a Unipar segue fazendo o seu dever de casa para manter a eficiência de suas operações e a saúde financeira da companhia. Somos uma empresa de longo prazo e capital intensivo e seguimos firmes em nossa estratégia de preparar o futuro para dobrar de tamanho nos próximos dez anos. Esse plano está mantido e vem sendo executado com excelência por todas as nossas equipes”, afirma Mauricio Russomano, CEO da Unipar.  

A utilização média da capacidade das três plantas (Santo André, Cubatão e Bahía Blanca) ficou em 81% no terceiro trimestre desse ano, em linha com a utilização do período anterior, com destaque para o aumento de utilização em Santo André, que concluiu seu projeto de expansão, no qual foram investidos R$ 100 milhões. Com a entrada em operação das novas estruturas, a fábrica aumentou em 18% sua capacidade de produção de cloro e soda e em 3,5 vezes a de ácido clorídrico (HCl). A Unipar segue registrando taxas de ocupação significativamente superiores às do setor que, nos últimos 17 meses, tem registrado ociosidade média próxima dos 35%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Ainda na frente de investimentos, a companhia anunciou o programa de substituição das tecnologias de mercúrio e diafragma por membrana na planta de Cubatão. Com Capex total de R$ 1 bilhão, o projeto vai modernizar e unificar o processo produtivo de cloro/soda, com foco em sustentabilidade e eficiência. A unificação de tecnologias, que estará concluída no final de 2025, garantirá capacidade de produção de 210 mil toneladas de cloro por ano, representando 60% da capacidade atual da unidade. Com ela, a Unipar reduzirá em 70 mil toneladas sua emissão de CO2 por ano, além de gerar menos resíduos sólidos, consumir menos energia (vapor e elétrica) e simplificar as operações no local.  

Também foi iniciada a mobilização para o início das obras locais no Polo Petroquímico de Camaçari, onde será instalada a nova fábrica da Unipar. Com estrutura modular, a unidade está com 90% de sua montagem realizada, fase que deve ser concluída em janeiro de 2024. Após esse período, a planta começa a ser transportada e instalada em Camaçari, dentro do cronograma previsto.

Resultado acumulado

No acumulado dos nove meses de 2023, a receita líquida consolidada da Unipar atingiu R$ 4,3 bilhões, 27,1% inferior ao 9M22, influenciada, principalmente, pela redução no preço internacional da soda cáustica e do PVC, principais produtos da empresa. No mesmo período, o EBITDA consolidado foi de R$ 1,1 bilhão, redução de 51,2% em relação aos primeiros nove meses do ano passado. Por fim, o lucro líquido consolidado alcançou R$ 630,1 milhões no 9M23, 46,9% menor na comparação com igual período de 2022.

Também é importante destacar que, em outubro, a Unipar concluiu a sua 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 750 milhões, a maior de sua história. Os recursos serão utilizados para a gestão ordinária dos negócios da companhia, além de contribuir para o alongamento e melhoria dos termos e condições de sua dívida. “Realizamos um trabalho consistente de aproximação com o mercado financeiro para garantir acesso a fontes diferentes de financiamento. Além disso, alongamos o prazo médio do nosso endividamento e reduzimos custos. O objetivo é apoiar nossos planos de crescimento sem comprometer o retorno aos acionistas, além de iniciar uma revisão em nossa estrutura de capital”, explica Marco Rabello, diretor financeiro e de relações com investidores da Unipar. 

Ainda no mês de outubro, foi realizada a auditoria de manutenção dos certificados ISO 9001, 14001 e 45001 e de Atuação Responsável nas fábricas de Santo André, Cubatão e Bahia Blanca, além dos escritórios de São Paulo e Buenos Aires. A Unipar obteve a recomendação de manter seus certificados válidos até o próximo ciclo de manutenção, em 2024.

Sustentabilidade

Entre as inúmeras iniciativas de seu pilar estratégico de Sustentabilidade, a Unipar destaca sua adesão ao pacto global da ONU, maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Como signatária do documento, a companhia passa a integrar um grupo com mais de 16 mil participantes, entre empresas e organizações, de 160 países. Os integrantes assumem a responsabilidade de contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a agenda 2030 das Nações Unidas.

Na frente de transição energética, a Unipar inaugurou, ao lado da AES Brasil, o Complexo Eólico Tucano, na Bahia, que vai adicionar 322 MW de energia limpa e renovável à matriz energética brasileira. O complexo contribuirá, ainda, para evitar a emissão anual de 57,6 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE). Dentro do projeto, a Unipar e a AES Brasil têm firmada uma joint venture para geração de 155 MW de energia renovável. O acordo garantirá à Unipar energia limpa e renovável por um período de 20 anos, com fornecimento de 2023 até 2043.

Em setembro desse ano, a Unipar já produziu, através de dos complexos de Tucano (BA) e Pirapora (MG), um volume de energia, sob o modelo de autoprodução, correspondente a 52% da geração dos 3 parques. Cabe lembrar que o Complexo Eólico Cajuína (RN) está em fase pré-operacional. Até 2025, 100% de toda a energia que abastecerá as suas fábricas no Brasil serão de origem renovável, sendo 80% de autoprodução e 20% em contratos de longo prazo.

Dentro do pilar de equipe e cultura, a companhia segue investindo na valorização profissional e no fortalecimento da cultura da Unipar com a realização do Dia da Integridade e do Dia da Cultura, que contaram com a participação de mais de 650 colaboradores. Também realizamos atividades de capacitação e desenvolvimento profissional para 200 líderes com 200 horas de treinamento. Graças a seus esforços nessa área, a Unipar foi, pelo segundo ano consecutivo, considerada pelos colaboradores um ótimo lugar para se trabalhar na Pesquisa de Clima e Engajamento 2023 e renovou sua certificação GPTW (Great Place to Work) para o período 2023/2024.  

Projetos Sociais

Ainda dentro da agenda de sustentabilidade da companhia, cujo objetivo é impactar 2 milhões de pessoas até 2025, a Unipar e o Instituto Unipar abriram as inscrições para seu Edital 2023/2024 para projetos incentivados e não incentivados. O objetivo é investir em iniciativas que promovem o desenvolvimento humano e o saneamento, de acordo com as premissas da companhia. A ideia é concentrar os investimentos em projetos que priorizam a população, principalmente as comunidades do entorno de suas fábricas. O intuito é gerar impacto positivo na sociedade e atingir uma rede de pessoas, viabilizando caminhos que facilitem o acesso para ações voltadas ao desenvolvimento humano e ao saneamento.

Em breve teremos novidades

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Evaporação

A Soda Cáustica é produzida na eletrólise e concentrada pelo processo de evaporação.

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Sala de Células

Na sala de células ocorre a ELETRÓLISE. E assim, a energia elétrica age sobre a salmoura e a transforma em SODA CÁUSTICA, CLORO E HIDROGÊNIO.

Etapas

(3) Tratamento

(4) Filtração

(5) Controle

(3) A SALMOURA é tratada para eliminar impurezas, filtrada (4) e passa sob um rigoroso controle (5) para alimentar as CÉLULAS ELETROLÍTICAS.

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Salmoura

Prepara-se então a SALMOURA que é obtida por dissolução do sal em água para ser usada depois na ELETRÓLISE.

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